Venha conhecer uma das mais belas vistas panorâmicas do país, com mar e serra. E o mais imponente miradouro da Ria Formosa, observar os desenhos das suas ilhas, descobrir os contornos das suas praias, canais e cabeços, aperceber-se dos diversos tons que a cor do mar do Oceano Atlântico pode exibir, sentir na face a brisa que caracteriza as terras altas enquanto escuta o som que produz ao embater na vegetação, descobrir os diferentes tipos de plantas que aqui florescem, observar a trajetória de voo de um falcão enquanto se refresca com um golo de água, enfim desfrutar da natureza no Cerro de S. Miguel.

Sabe-se, que na Antiguidade o cerro de S. Miguel ou monte do Figo, como então era conhecido, servia de importante ponto de referência à navegação costeira, não sendo raras as alusões à sua estratégica localização nos mapas portulanos, textos literários e documentos históricos pertencentes aos Fenícios, Cartagineses, Gregos, Romanos, Vikings, Árabes e outros povos cristãos da Europa do Norte. Inclusivamente, atribuíam-se-lhe poderes místicos, obscuros e fantasiosos, provenientes de uma fértil imaginação, intrínseca aos povos marítimos.
Mitólogos como W. Christ e Müllenhoff consideravam aquela elevação como uma montanha sagrada, uma espécie de Olimpo onde as divindades marítimas se reuniam em sigilosa conferência. O eminente arqueólogo Prof. Schulten chegou mesmo a identificar o cabo Zéfiro, citado por Avieno no seu imortal poema Ora Marítima, como sendo o monte Figo, opinião de que comungam outros investigadores, nomeadamente o prof. Mendes Correia e o espanhol Antonio Arribas, o que parece definitivamente afastar quaisquer dúvidas acerca da identificação do tartéssico cabo Zéfiro com o Cerro de S. Miguel.

Sº Miguel

Essencialmente calcário, encontra-se no seu cimo vestígios de calcite de cor mel, rósea e quase hialina, assim como calhaus rolados de quartzo e quartezites. Atravessa o Cerro em todo o seu comprimento um filão eruptivo de basalto alterado com olivina e na vertente sul quase na base, encontram-se rochas com grandes amonites fossilizadas.
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Nas suas encostas encontra-se uma flora variadíssima: Rosmaninho (Lavandula luisieri), Rosa-albardeira (Paeonia broteroi), Tomilho (Thymus lotocephalus), Alcachofra-algarvia (Cynara algarbiensis), Roselha (Cistus albidus), Espartos (Stipa tenacissima), Aroeira (Pistacia Lentiscus), entre outras.

Cistus albidus

Klasea flavescens

Thymus lotocephalus

Como exemplos da sua vasta fauna podemos referir o Ouriço (Erinaceus europaeus), o Coelho (Oryctolagus cuniculus), a Geneta (Genetta Genetta), a Cobra-rateira (Malpolon monspessulanus), o Sapo-comum (Bufo bufo) e a Borboleta-zebra (Iphiclides podalirius). De forma permanente ou temporária podem ser observados a Andorinha dáurica (Cecropis daurica), o Charneco (Cyanopica cooki), o Peneireiro (Falco tinnunculus), a Águia-cobreira (Circaetus gallicus), o Pintansilgo (Carduelis carduelis), a Toutinegra-dos-valados (Sylvia melanocephala), o Papa-figos (Oriolus oriolus) entre muitas outras aves.

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  • Distância: 5,2 km
  • Tipo: Circular
  • Duração: 3 horas
  • Preço: 25€/pax

Mapa

Mapa da Rota de S. Miguel

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O Cerro de S. Miguel situa-se 8 km a norte de Olhão e eleva-se 411 m acima do nível do mar.

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